Presidente do Inep vai revisar Enem antes da aplicação da prova

Publicado em 25 de Janeiro de 2019 às 15h06

Em cerimônia de posse, ministro da educação faz elogios à ditadura

Marcus Vinícius Rodrigues tomou posse nessa quinta-feira (24) como presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Na cerimônia, ele afirmou que irá revisar a prova do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) antes de sua aplicação para evitar “posturas ideológicas” nas questões. Ele também disse que vai estudar a possibilidade de enviar a prova ao presidente Jair Bolsonaro. A cerimônia ficou marcada pelos elogios de Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação, à ditadura empresarial-militar brasileira (1964-1985).

Marcus Vinícius Rodrigues, presidente do Inep

O presidente do Inep afirmou que vai revisar todas as questões do Enem. “Sem dúvida, uma dessas medidas [vai ser] analisar todo o banco de questões que nós temos, fazer com que esse banco de questões tenha uma postura não ideológica, fazer com que esse banco de questões priorize o que realmente é necessário: medir o conhecimento, respeitar as nossas crianças, respeitar os nossos adolescentes”, disse. Ele acrescentou que quer enviá-las também ao presidente Jair Bolsonaro. Marcus Vinícius declarou ainda que sua revisão não ferirá o sigilo da prova, apesar de não ser de praxe do Inep.

O novo presidente do Inep é ex-professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em seu discurso, ressaltou que é necessário resgatar os valores da pátria e da família. Ele também disse que o Brasil necessita de uma nova escola com "resistência a ideologias e crenças inadequadas ou inconsequentes".

Ministro elogia ditadura

Como já fazia em seu blog, o ministro da Educação resolveu defender publicamente a ditadura empresarial-militar durante a cerimônia. Ricardo Vélez Rodríguez disse que "nós estamos vivendo um ciclo a partir de 1946 em que alguns momentos são de volta ao esquema centralizador, como é o ciclo de 1964-85, que foi querido pela sociedade brasileira". "Os militares não caíram de Marte: eles foram chamados pela sociedade brasileira para corrigirem, como uma espécie de poder moderador, os rumos enviesados pelos que tinham enveredado a República", completou.

Com informações de Agência Brasil e G1. Imagem de Agência Brasil.

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