Chilenos protestam contra Bolsonaro

Publicado em 25 de Março de 2019 às 17h35

O presidente Jair Bolsonaro foi recebido com protestos em Santiago, capital do Chile, na sexta (22). A manifestação reuniu movimentos sociais, sindicatos, organizações estudantis e feministas. Algumas torcidas organizadas dos maiores times de futebol do país, Colo Colo e Universidad de Chile, também saíram às ruas. Houve dura repressão policial à manifestação. 10 chilenos foram presos durante o ato.

Protestos em Santiago contra o presidente Bolsonaro

Bolsonaro foi ao Chile negociar acordos comerciais com o presidente Sebastián Piñera. Antes de sua chegada ao país, muitos chilenos já demonstravam descontentamento com a visita. Em diversas declarações, Bolsonaro elogiou Augusto Pinochet, comandante da ditadura chilena (1973-1990). A ditadura chilena fez 40 mil vítimas, segundo o próprio Chile. Foram reconhecidas 3 mil mortes pelas mãos do regime militar. 200 mil chilenos foram forçados ao exílio.

O presidente brasileiro chegou a criticar a busca de ossadas de desaparecidos, fazendo piada com cachorros. Onyx Lorenzoni, ministro chefe da Casa Civil, também elogiou a ditadura de Pinochet. “No período Pinochet, o Chile teve que dar um banho de sangue. Triste. O sangue lavou as ruas do Chile, mas as bases macroeconômicas fixadas naquele governo...”, disse o ministro, que defendia o modelo de previdência chileno.

Tamanha paixão de Bolsonaro pela ditadura chilena foi reconhecida por militares, torturadores e assassinados, presos por crime de lesa-humanidade. Os militares, que cumprem pena na prisão de Punta Peuco, mandaram uma carta a Bolsonaro.  Na carta, os torturadores chilenos elogiam as declarações de Bolsonaro e pedem que ele os visite na prisão.

Após a visita ao Chile, até mesmo o presidente chileno criticou as declarações de Bolsonaro. Piñera as considerou “tremendamente infelizes”.

No aniversário do golpe militar, argentinos vão às ruas

Ruas de Buenos Aires foram tomadas por manifestantes

Centenas de milhares de argentinos saíram às ruas do país no domingo (24) para lembrar os 43 anos do golpe militar que deu origem à última ditadura na Argentina. Os argentinos lembraram dos 30 mil desaparecidos que a ditadura de Videla deixou, e cobraram justiça e reparação.

Com imagens de Observador e Prensa Obrera.

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