1º de Maio terá luta central contra a Reforma da Previdência

Atualizado em 25 de Abril de 2019 às 11h54

O 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, será marcado pela luta contra a reforma Previdência. Em todo o país, trabalhadores de diferentes categorias participam das manifestações na data. O dia marcará também, pela primeira vez, a unidade das centrais sindicais, com destaque para o ato em São Paulo. Em outros estados, plenárias preparam as mobilizações locais.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019, enviada pelo governo Bolsonaro, representa uma devastação aos atuais direitos previdenciários no Brasil. Além da pauta central, os trabalhadores ainda lutam contra os baixos salários, a carga horária excessiva, a terceirização, entre outros.

Antonio Gonçalves, presidente do ANDES-SN, ressalta a importância da data para a classe trabalhadora, que frequentemente têm os seus direitos atacados por sucessivos governos. “O 1º de maio é sempre um momento importante para a classe trabalhadora brasileira”.

Além disso, ele destaca a relevância da unidade entre as centrais sindicais: “Entendemos que essa é uma articulação muito importante. Temos que ter a capacidade de pressionar o Fórum das Centrais - a partir da nossa central, a CSP-Conlutas, e de outros espaços que nos organizamos como o Fórum Sindical, Popular e de Juventudes -, para que essa agenda dê conta do enorme desafio que nós temos pela frente, que é lutar contra a reforma da Previdência”, afirmou.

Para o presidente do Sindicato Nacional é importante que as centrais sindicais apontem já uma data para a Greve Geral maio. A próxima reunião das entidades será na sexta-feira (26).  “Não adianta fazer apenas os atos de rua, temos que acumular forças para uma grande Greve Geral, que é uma das maiores táticas de enfrentamento contra a reforma da Previdência”.

Participação docente

Por fim, Gonçalves convocou a categoria docente e seções sindicais a participarem das mobilizações nos estados e em suas respectivas instituições de ensino. “É fundamental o papel das seções sindicais, das ações nos locais de trabalho, das mobilizações, paralisações para o acúmulo de forças e, consequentemente, derrotar a contrarreforma de Previdência”, frisou.

Antonio Gonçalves falou também da importância em concentrar esforços na semana de paralisação na Educação, que começou na segunda (22) e termina no dia 29 de abril. O dia 24 será marcado pela greve da educação contra a reforma da Previdência.

“Se derrotarmos a contrarreforma da Previdência, certamente, as outras contrarreformas que já estão sendo gestadas terão mais dificuldades de avançar”, destacou.

O Dia Internacional dos Trabalhadores é convocado pela CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSB, CGTB, Nova Central, Intersindical – Classe Trabalhadora e Intersindical – Instrumento de Luta e Organização, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Reforma da Previdência

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19 representa um duro ataque aos trabalhadores brasileiros. Além de aumentar a idade mínima para aposentadoria, ela quebra o caráter solidário da Previdência Social e reduz os valores de benefícios. Além disso, a reforma privatiza a Previdência, entregando ao sistema financeiro o principal mecanismo de proteção social e distribuição de renda do país. A reforma ataca também os servidores públicos, limitando valores de aposentadoria, e impondo pesadas regras de transição.

1º de Maio

A data foi estabelecida em 1889 no Congresso da Internacional Socialista, ocorrido em Paris, que reuniu os principais partidos socialistas e sindicatos de toda Europa. Ao escolher 1º de maio como Dia do Trabalhador, os participantes desse encontro prestaram uma homenagem aos operários dos Estados Unidos. Três anos antes, os americanos organizaram uma campanha por melhores condições de trabalho, fazendo mais de 1,5 mil greves em todo o país. Uma das principais reivindicações era a garantia da jornada de oito horas diárias.

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